#Viagens:

California Road Trip, parte 2: San Francisco

postado por Aiani Silva

IMG_0399-copy1Oi gente, hoje continuo falando sobre a minha viagem a Califórnina,  que começou em Sausalito, por causa de uma Conferência, e a segunda parada foi na cidade de San Francisco, no fim de semana… Antes de tudo, devo dizer que San Francisco é uma das minhas cidades preferidas. Naturalmente, é linda. A geografia é diferente, com o contraste do laranja da Golden Gate Bridge e o azul da baía, suas casas coloridas e ricamente decoradas da era vitoriana, seus morros íngremes, sua diversidade de povos e culturas, com uma Chinatown, uma Japantown, o bairro italiano North Beach, o mais latino Mission Bay, o gay Castro, o hippie Haight Ashbury, o centro de comércio em Union Square e financeiro na Market, o mais moderno Marina, os parques Presidio e Golden Gate Park, para citar alguns. San Francisco é uma cidade grande, porém relativamente pequena para se conhecer. Sempre cheia de eventos e novidades, é uma cidade que você pode visitar sempre, quantas vezes quiser, que sempre haverá algo novo para ver ou fazer. Como Nova York, só que mais bonita geograficamente. E olha que sou muito fã de NY. Mas enquanto Nova York é mais urbana, San Francisco é um pouco mais relaxada. E, basicamente, mais bonita mesmo. #prontofalei Nesta tarde, meu irmão ainda estava conosco, mas pegaria o voo em seguida, então resolvemos dar uma volta rápida pelo Fisherman’s Wharf e comer as coisas mais típicas que se pode comer neste lugar: Dungeness crab e clam chowder. Traduzindo, um caranguejo que pode chegar a tamanhos consideráveis, da região, e uma sopa cremosa de um molusco, que não é marisco, não é vieira, não é berbigão,  é uma delícia. O Fisherman’s Wharf é um porto histórico em San Francisco, inaugurado em 1946, onde os pescadores vinham descarregar a produção do dia. Tornou-se um ponto turístico, cheio de restaurantes de frutos do mar, lojinhas de souvenirs, alguns eventos etc. Nos restaurantes, você pode ver os caranguejos expostos, cozidos no vapor. E escolher um deles para comer. Fishermans-Wharf-2Fishermans-Wharf-4Fishermans-Wharf-3 O caranguejo estava bom, porém não muito grande. Caranguejo gigante mesmo foi o que comi em Santa Bárbara, mas sobre este eu falo mais tarde, em outro post. O clam chowder estava uma delícia. Depois de almoçar, fomos deixar meu irmão no aeroporto e, voltando para a cidade, fomos fazer o check-in no hotel. Seguindo aquela linha de gastar menos no hotel e mais nos restaurantes e bares, que já expliquei no post anterior, ficamos no hotel Metropolis, localizado na Mason Street, esquina com a Market Street. Estávamos de carro, mas o hotel era próximo de meios de transporte públicos. Minha recomendação de hotel em San Francisco é ficar próximo à Union Square, porque é onde você terá o maior número de opções de comércio e de transporte, para se movimentar para os outros bairros. Porém, nada impede que você fique em outros bairros, se quiser se concentrar na região em que estiver. Mas acho a Union Square mais central e prática. O hotel que escolhemos era próximo o suficiente da Union Square e tinha um preço muito bom, um dos melhores custo/benefício que pesquisei na Intercultural, nas datas que queríamos. Lembrando que San Francisco não é uma cidade muito barata. Na verdade, é uma das mais caras dos Estados Unidos para se morar, e hotel não foge à regra. Mas conseguimos diárias por cerca de US$ 130, o que é um excelente preço para a cidade. É um hotel boutique, com garagem (quando você estiver de carro, é super importante ter uma, porque estacionamento é caro em San Francisco, o nosso custava US$ 30 a diária, e você podia sair e entrar quantas vezes quisesse), simples, porém com todo o básico que se precisa, cama e chuveiro bons, o quarto até que era espaçoso, o que para San Francisco é raro (o banheiro era bem compacto, mas com banheira, secador), elevador, wi-fi gratuito, café e jornais gratuitos no lobby, computador e impressora etc. A vantagem é que dá pra fazer quase tudo a pé ou pegar transporte público. Como estávamos de carro, já que faríamos uma road trip em seguida, é claro que usamos o carro e fica mais prático. Mas se você não quiser ter esse custo, é super tranquilo para caminhar ou usar o cable car, ônibus, o metrô, o BART, que é o trem que liga as cidades da Bay Area etc. À noite, por ser na esquina com a Market Street, que é o centrão, sempre é bom tomar cuidado, mas isso serve para todo lugar. Em San Francisco é comum ver alguns sem-teto vagando pelas ruas. Mas a cidade é muito bem policiada e não me senti ameaçada em nenhum momento. Mas fica a dica que se dá para qualquer cidade grande: olhe por onde anda, cuide dos seus pertences e não carregue consigo nada que não vá precisar. Veja aqui fotos do hotel: Hotel-Metropolis-1  Untitled

Seguindo pela Market Street, fomos até a Powell Street, que é de onde sai o Cable Car e onde ele faz a volta, o que é uma experiência interessante de se assistir, já que, apesar de toda a modernidade desse mundão, o Cable Car ainda é virado no trilho, por dois homens, que o colocam na posição certa para a virada.

Bem próximo ao nosso hotel, na Market St., tem o Westfield San Francisco Centre, que é um shopping ótimo, com todas as melhores lojas, incluindo as de departamento Bloomingdale’s e Nordstrom, e uma praça de alimentação gourmet que é um espetáculo. É um shopping super charmoso, de vários andares, ligados por escadas rolantes em espiral. Ao lado do shopping, tem várias outras lojas. Seguindo pela Powell e pelas paralelas a ela, você vai chegar na Union Square, onde estão a Macy’s (a Macy’s de San Francisco é ótima, mais organizada que muitas que já vi, ampla, com boa variedade, vale à pena, e lá no topo tem a Cheesecake Factory, pra você almoçar ou fazer um lanche com a vista da Union Sq), a Barney’s, Neiman Marcus, Saks Fifth Avenue, além das marcas mais chiques como Gucci, Prada, Louis Vuitton, Chanel, Dior, Armani, Marc Jacobs, com muitas das mais caras se concentrando na Maiden Lane e Geary Street, até as mais populares, como Gap, Victoria’s Secret, H&M, Forever XXI etc, espalhadas pelas redondezas da praça. Para ter uma lista completa das lojas da região da Union Square, clique AQUI. E você pode ver que ela é beeeem completa. Dá pra se perder… Nem todas são na praça em si, mas muitas nas ruas ao redor, pertinho dali. É super fácil de caminhar pela área. O “se perder” é em sentido figurado ;)

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Market Street, próxima à Powell Street

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Cable car fazendo a curva na Powell Street:

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Union Square: I (heart) you, San Francisco

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Depois do passeio, liguei para uma amiga que mora em San Francisco, a Theresa, e como já estava começando a esfriar, perguntei se ela conhecia algum barzinho ali próximo que a gente pudesse ir. Embora eu goste de lugares turísticos (deu pra ver pelo caranguejo acima, né?) e incorporo bem a turistona, de câmera fotográfica na mão, eu sempre curto ir nos lugares onde os locais vão, porque acho que só assim a gente conhece melhor um lugar. E são geralmente lugares legais, descolados, diferentes. Foi então que ela nos recomendou o Local Edition. O bar fica na Market Street, e se você não tomar cuidado, vai passar reto por ele. Fica para baixo, num basement do prédio histórico que abrigava as publicações Hearst. Você vai ver somente o relógio com o nome do lugar, entrar depois de mostrar seu ID (não fique emocionado, eles pedem ID em praticamente todos os bares em San Francisco) e descer uma escadaria. Lá embaixo, em diversos ambientes, inspirados no clima noir com jornais dos anos 50 e 60, com prensas antigas e decoração vintage, cheios de arquivos do passado de San Francisco, o lugar é um charme! Só abre para coqueteis, cervejas e vinhos. Não tem nada pra comer! É escuro, então perdoem as fotos sem foco:

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Chegamos cedo. Quando saímos, o lugar estava bombando! O pessoal aproveita para sair do trabalho e começar a happy hour por ali. Depois vai longe. Ok, longe para os padrões americanos. O bar fecha às 2 horas da manhã.

Depois, fomos ao hotel a pé, porque era super próximo, e fomos encontrar com essa amiga, Theresa, que estava fazendo uma festinha de despedida de San Francisco, porque estava indo passar uma temporada em Buenos Aires. E ela ia se encontrar com amigos no Mikkeller Bar, que é uma cervejaria de origem dinamarquesa (o site original está AQUI) com 42 tipos de cerveja, a grande maioria em tap (veja a lista), no andar térreo, e outras em garrafa, no basement. Se você quiser outra coisa que não seja cerveja, vai sofrer um pouquinho. Tem vinho, mas poucas opções. É uma brewery mesmo, então vá se gostar de cerveja. Por coincidência, tinha perguntado no hotel uma dica de bar legal para a moça da front desk e foi esse lugar que ela me indicou. Melhor ainda que era na frente do nosso hotel, na Mason St. O lugar estava super agitado, cheio de gente bonita. Apesar de as opções serem diversas de cerveja, para o meu gosto, que não entendo muito delas, cerveja boa é cerveja gelada. Achei todas gostosas, mas quentes. Mas, como dizem os americanos, when in Rome… O bom é que conseguimos encontrar velhos amigos que eu não encontrava há tempos, desde os “primórdios” da CCUSA, então foi super divertido. E bastou atravessar a rua para estarmos “em casa”. No dia seguinte, tirei uma foto do lado de fora do bar, à luz do dia, para deixar registrado:

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Esse foi nosso primeiro dia (metade de um dia, na verdade) em San Francisco.

No próximo post, falo mais sobre atrações de San Francisco!

Curtiu? Não esqueça de programar sua próxima viagem na Intercultural!

#Viagens:

California Road Trip

postado por Marina Jendiroba

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Oi gente, quanto tempo? Estive viajando mas estou de volta cheia de novidades! Depois de ir na conferência anual do programa Work Experience USA, em Sausalito, na Califórnia, estiquei a viagem numa roadtrip pelo estado, terminando em Las Vegas…
Quase todos os anos, tenho a oportunidade de ir para a Califórnia, porque a Intercultural trabalha com o programa de trabalho remunerado nos Estados Unidos chamado Work Experience USA e, em regra, anualmente, a CCUSA, que é o sponsor deste programa e da qual somos representantes exclusivos no Brasil, realiza uma conferência com os seus parceiros da América do Sul.

E lá vamos nós, eu e o também diretor da Intercultural e meu irmão Felipe, felizes da vida, para este estado que consideramos um dos mais incríveis dos Estados Unidos. Os motivos são muitos: beleza natural, a riqueza das suas cidades, tanto financeira quanto de variedade de cenários (tem neve, tem sol, tem lago, tem praia, tem surfe, tem parque, tem cidade, tem pra todos os gostos), as opções de turismo diversas e acho que, também, porque sempre pensamos em tudo o que nossa cidade natal Florianópolis e o Brasil poderiam ser, mas não são (mas isso seria assunto para um ou vários posts, que não cabem aqui. Qualquer hora eu conto pra vocês minha “teoria do stop sign”).

A sede da CCUSA é em Sausalito, na Califórnia, que fica ao lado (do outro lado da Golden Gate Bridge) de San Francisco, e a conferência deste ano foi lá, então descemos em San Francisco (de Florianópolis para Guarulhos, Dallas e San Francisco), alugamos um carro e fomos para Sausalito, uma das cidades que compõem o Marin County. Quando conseguimos, aproveitamos a ida a Sausalito para dar uma esticadinha e passear um pouco. Dessa vez, nos separamos e eu, como neste ano estava comemorando um ano de casada, aproveitei a oportunidade e meu marido foi se encontrar comigo em Sausalito depois da conferência, passamos o fim de semana em San Francisco e, de lá, descemos a California State Route 1, a estrada costeira que corta o litoral de norte a sul da Califórnia, e passamos por Big Sur, Monterey, Pebble Beach, Carmel, Solvang, a região vinícola de Santa Inez County, até Santa Bárbara. A famosa road trip E, de lá, partimos para 4 dias em Las Vegas.

Como vocês podem imaginar, terei muitas dicas pra dar, mas para que não fique cansativo, dividirei as etapas da viagem em diversos posts.

Num “overview”, dá pra dizer que esses locais da Califórnia e Las Vegas não são baratos. Dá pra fazer viagens mais baratas e dá pra fazer viagens mais caras em todos os destinos, é claro, mas é sempre bom adotarmos uma “estratégia” de orçamento. A dica é priorizar o que você gosta. Se você gosta de um bom hotel, você vai gastar mais. Se você gosta de comer e beber bem, vai gastar mais. Se você não liga pra isso, acha que hotel é só pra dormir e tomar banho, e se um lanchezinho aqui, outro ali, já está ótimo, você vai conseguir gastar bem menos. O meu problema é que eu ligo pra tudo isso (hahaha), adoro um hotel legal, um restaurante bom, um barzinho descolado. O  outro problema é que nem sempre podemos gastar pra ter isso tudo. Você se identificou? Então a minha dica é a seguinte: escolha um lugar pra passar bem, de preferência, o último, aí você vai ter a sensação de que passou “de rei” a viagem inteira, porque a sua memória mais viva será do último lugar por onde passou. E eu escolhi Las Vegas pra ser meu último destino e destino da maior parte dos gastos da viagem. Escolhi hoteis o mais simples possíveis (dentro do razoável, é claro) na Califórnia, até porque íamos ficar pouco tempo em cada cidade, e um melhor em Las Vegas. Mas não deixamos de comer e beber bem na Califórnia, porque isso seria um desperdício. Então, resumindo, gastamos menos em hotel, mais em comida e bebida, praticamente zero em compras. (Pausa para espanto). Chocados? Eu também estaria se fosse eu de uns 5 anos atrás. Mas eu de hoje não ando muito “compradeira”. Pra mim, atualmente, viajar é mais pra conhecer lugares novos. Ajuda o fato de que viajo razoavelmente, muito por causa do meu trabalho, então tenho mais oportunidades de comprar e não preciso comprar tudo de uma vez. Ajuda o fato de o meu armário estar entupido de coisas. Ajuda também o fato de meu marido não gostar de shopping e amarrar a cara quando demoro bisbilhotando aquela promoção. Mas o que mais ajuda mesmo é o fato de que eu não queria gastar muito dinheiro. Aí você vai dizer: mas então como viaja? Porque pra mim viajar é sanidade mental, sabe como? Trabalho muito e amo o que faço, mas se eu não viajar de vez em quando, posso ter um colapso (drama!). Minhas viagens são facilitadas pelo que faço e eu prefiro mil vezes gastar em viagem do que em qualquer outra coisa. É um aprendizado o auto-controle diante de tanta opção de compras nos Estados Unidos, mas eu fui desenvolvendo esse dom com o passar dos anos. Cada um com suas prioridades, não é?

Dito isso, para que vocês entendam a viagem, e dito também que mesmo não tendo comprado, darei as dicas de compras (ufa!), vamos a ela, que é o que interessa.

Cheguei em Sausalito no dia 18 de março e a programação começou com trabalho, já que esse foi o propósito inicial da viagem. A conferência de fato começou no dia 19 e durou até sexta-feira, dia 21, meio da tarde. Em seguida, começou a viagem de comemoração e nosso roteiro foi: de 21 a 24 em San Francisco, dia 24 saímos cedo para pegar a estrada. Dirigimos até Carmel, onde dormimos, passando antes por Santa Cruz, Monterey, Pebble Beach. No dia 25, saímos de Carmel, passamos por Big Sur, Morro Bay, Pismo Beach, San Simeon, Piedras Brancas, até chegar em Solvang, onde dormimos por duas noites, pois queríamos visitar as vinícolas da região. De lá, para Santa Barbara, onde dormimos uma noite. E no dia seguinte, estrada para Las Vegas, onde dormimos 4 noites, e voltamos ao Brasil.

Começamos por Sausalito.

Você chega até Sausalito de San Francisco pela Golden Gate Bridge. Atravessando essa ponte que eu não me canso de fotografar, você chega no Marin County, que é um conglomerado de cidadezinhas fofas e ricas da Califórnia, que inclui Sausalito, Mill Valley, Tiburon, Belvedere, Larkspur, Corte Madera, San Rafael, entre outras. Sabe as mansões dos ricos e famosos? No topo das montanhas? Você vai ver várias por lá. São cidades tranquilas, cheias de famílias, comidinhas saudáveis e orgânicas, muitos esportistas e bicicletas pelas ruas, barcos, é o retrato típico do “California Dreaming”. Outra forma de chegar até lá é pegando o ferry. Muita gente aluga bicicletas em San Francisco, pega o ferry com elas e desembarca em Sausalito para um passeio pela cidadezinha e redondezas. É super fácil, cheio de ciclovias e o povo respeita as bicicletas.

Chegando lá, ficamos no Holiday Inn de Mill Valley, que é do lado de Sausalito. É o hotel que sempre ficamos, escolhido pela CCUSA para receber todos da Conferência. Acho um hotel super conveniente, simpático, foi totalmente reformado e os quartos estão novos. São espaçosos, tem piscina aquecida, wi-fi gratuito, bom café da manhã, bom restaurante anexo chamado Frantoio, italiano, que tem happy hour todo fim de tarde, quando o vinho fica mais barato que o refrigerante, e comidinhas italianas à vontade. A melhor conveniência do hotel, pra mim, é que fica ao lado da ciclovia, que leva a Sausalito. Então, você pode garantir a corridinha do dia-a-dia ou pegar uma das bicicletas gratuitas do hotel e dar uma volta até a cidadezinha vizinha, e foi isso que eu fiz no dia que cheguei. Como o fuso é de 4 horas a menos, se eu fosse dormir não entraria no ritmo nunca. Aqui um parêntesis: o fuso horário da Califórnia pode variar de 4 a 6 horas de diferença, de acordo com a época do ano. Quando nós estamos no nosso horário de verão, ele fica em 6 horas. Quando eles estão no seu horário de verão, reduz para 4. E quando estamos ambos no horário normal, a diferença fica em 5 horas.

Detalhe que, nesses primeiros dias, eu esqueci que tinha “virado blogueira” e quase não bati fotos. Desculpa aí, gente! Mas peguei algumas nos sites dos lugares onde esqueci.

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De Sausalito, dá pra ver a cidade de San Francisco. A vista é linda!

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Ainda neste primeiro dia, precisávamos consertar um celular, então fomos na loja da Apple no mall a céu aberto The Village at Corte Madera, que é um complexo de lojas lindo na cidade de Corte Madera, também parte do Marin County. As lojas são lindas, é tudo muito limpo, rico e bonito, para combinar com a clientela. Lojas como Anthropologie, Banana Republic, J. Crew, Janie and Jack, Juicy Couture, Kate Spade, Loft, Kiehl’s, Lululemon Athletica, Macy’s, Nordstrom, Pottery Barn e Pottery Barn Kids, Solstice, The North Face, True Religion, Williams-Sonoma, e uma das minhas preferidas de móveis, a Restoration Hardware, que tem também lá a Restoration Hardware Baby & Child. Já escolhi o berço e o quarto inteiro do meu futuro bebê, embora eu ainda não tenha o bebê e não tenha também decidido como trazer o quarto para o Brasil. Aliás, a concentração de grávidas neste mall é imensa, então nada mais lógico do que ter lojas como A Pea in the Pod, entre outras. Lá tem também uma Cheesecake Factory, um restaurante super gostoso de pizza que já fui em outra viagem chamado Boca Pizzeria, Peet’s Coffee & Tea, que é adorado pelos californianos talvez mais que Starbucks, mas tem esse também. Outra coisa importante na Califórnia: a maioria das lojas é “pet-friendly”, então você pode ir às compras com seu cãozinho.

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Depois, no final da tarde, tínhamos marcado um encontro com alguns amigos locais, e eles nos levaram num lugar que, pra mim, foi um dos melhores da viagem: Farmshop, no Marin County Mart, que é outro shoppingzinho a céu aberto que fica ao lado do ferry de Larkspur. Esse é mais de serviços, com clínicas, veterinário, academia, mas tem também algumas lojas top, como Intermix, que é tudo de bom, Poppy Store, para crianças, entre outras lojas fofas, e uma Bed, Bath & Beyond. Voltando ao Farmshop, esse é o que eu mais me arrependo de não ter tirado muitas fotos, mas como estávamos num grupo, fiquei tímida. E pedimos diversos pratos no estilo tapas, para ser compartilhados, então bateu aquela vergonha de dizer “peraí, ninguém come, foto, por favor!”. Provarmos várias coisas, e era tudo, sério, TUDO muito maravilhoso e muito bem apresentado. Do cardápio que está AQUI, escolhemos Pizza Bianco, Avocado Hummus, Crispy Artichokes, Risotto Fritters (meu preferido), Sonoma Valley Beets, Tomme Dolce cheese, com vinho branco pra acompanhar, Toasted Coconut Meringue e Valrhona Dark Chocolate Cake de sobremesa. Delícia!

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Fiquei com muita vontade de voltar. Depois, nos dois dias seguintes, tivemos conferência durante o dia, mas à noite fomos jantar em dois restaurantes que são “patrimônio” de Sausalito. O primeiro foi The Spinnaker, que fica em cima da água, com vista para a baía de San Francisco, onde vimos o por do sol e o cair da noite, iluminando o skyline de San Francisco. O restaurante é todo envidraçado e dá pra ver a Bay Bridge, Belvedere, Angel Island, é lindo! A comida é internacional, com frutos do mar, massas, carnes etc. A comida é boa, mas o destaque é mesmo a vista.

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Spinnaker

Buckeye Roadhouse, bem próximo ao hotel que ficamos, é um restaurante que fui todas as vezes que já fui a Sausalito. Considerado o melhor restaurante de Marin County, aberto desde 1937, tem ambiente clássico, com lareira, couro, cores mais escuras, a comida é muito boa, também internacional, mas sempre que vou lá tenho vontade de comer carne. Mas tudo é bom.

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Em uma das tardes da conferência, tivemos uma folguinha e encontramos um outro velho amigo, que nos levou para passear pela região. Primeiro, fomos até uma região da marinha americana próxima a Horseshoe Bay, que tem uma vista linda e diferente da Golden Gate Bridge, de baixo, e também de San Francisco.

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Fomos também ver a ponte de outro ângulo, do Marin Headlands, que é o morro com uma vista linda, de frente para a Golden Gate.Golden-Gate-Marin-Highlands

De lá, fomos dar uma volta em Tiburon e Belvedere, as cidadezinhas mais chiques e caras de Marin County. Na segunda foto, a galera espera o ferry de volta para San Francisco.

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E para finalizar a seção Marin County, o último café da manhã antes da última reunião foi no The Lighthouse Cafe, com seu estilo antigo e suas panquecas imperdíveis de frutas (pedi com banana, meu marido com frutas vermelhas), além de ovos, bacon, torradas, aquele cafezão bem americano mesmo. O Café fica sempre cheio, mas o serviço é super rápido.

Lighthouse-cafe-2 Lighthouse-cafe-3

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Sausalito e a região de Marin County valem a visita. Se você estiver em San Francisco e tiver um tempinho de sobra, dê um pulo por lá. Dá pra ir de carro, ferry, ou até de bicicleta para quem tiver pernas para atravessar a Golden Gate Bridge. Ou ir bici e voltar de ferry. Um dia é suficiente para você dar aquela olhadinha na cidade, escolher um ou dois restaurantes ou cafés, passear pelas lojinhas que parecem de boneca, e voltar com a vontade gigante de morar por lá.

Nos próximos posts, continuaremos a viagem com o fim de semana em San Francisco.

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Os melhores hoteis novos do mundo

postado por Marina Jendiroba

Gente eu adoro uma lista!! Top 10, top 5, top qualquer coisa. Mas quando a lista é feita por especialistas de prestígio, como a Condé Nast Traveler’s, a gente sempre valoriza um pouco mais. A publicação escolheu os melhores hoteis novos do mundo e fez sua Best New Hotels Hot List. Considerou um universo de 510 hoteis que abriram em 2014, em 400 cidades e 93 países, e os resultados estão abaixo, separados em 7 categorias, que são os destaques destes hoteis: Way-Out-There (para os hoteis distantes), Food (para os amantes de boa comida), Design (hoteis que apresentam um design ou decoração de destaque), Over-The-Top (os exagerados, em tudo), Beach (de praia), Bargain (pechinchas, com bons preços) e Family (para famílias).

Vamos começar pelo topo, com os Over-The-Top: Adoramos um hotel que nos faça sentir em casa. Mas o que a gente gosta mesmo é de um hotel que é muuuuito melhor que a nossa casa: maior, mais extravagante, excessivo até. E estes hoteis são tão exagerados e opulentos, que a gente acaba se sentindo parte da realeza por um dia. Difícil de superar, fácil de se acostumar…

Aman Canal Grande, em Veneza, Itália: quando Amanresorts, baseado em Cingapura, resolveram transformar o Palazzo Papadopoli, uma das residências mais ilustres do século 16, em um hotel de luxo de 24 quartos, não foram poupados tempo, dinheiro ou esforço. O resultado é o Aman Canal Grande, um modelo de estilo contemporâneo. Biblioteca e lounges com paredes de couro, suítes com afrescos atribuídos à escola de Tiepolo, dois jardins privados, sendo que em um há restaurantes japonês, tailandês e italiano, com paredes adamascadas, com retratos dos ancestrais da casa e vista para o canal. Diárias a partir de US$ 1600 o casal.

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Four Seasons Hotel Lion Palace, em St. Petersburgo, Rússia: com sua fachada branca e amarela e cúpula, essa propriedade captura a opulência e grandiosidade de St. Petersburgo. Oito anos de reforma num palácio de 1820 desenhado para a princesa Lobanova-Rostovskaya resultou neste hotel suntuoso, com 183 quartos com banheiros espaçosos de mármore e mobiliário de design russo imperial. Igualmente impressionante é o serviço, o spa de 4 andares, incluindo banho russo, e dois dos melhores restaurantes da cidade. É um hotel à altura de um czar. Diárias a partir de US$ 569 por casal.

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The Chedi, em Andermatt, Suíça: por anos, Andermatt era uma cidade-dormitório para onde os turistas europeus de esqui iam para fugir das multidões das cidades mais concorridas. Este hotel de 104 quartos está mudando este conceito. É a primeira propriedade europeia do grupo asiático GHM, conhecido por sua opulência e sofisticação. Você vai encontrar todos os luxos esperados por aqui: lareiras abertas de granito, detalhes em madeira, grossos cobertores de cashmere, e também um restaurante magnífico, The Japanese, que serve o melhor sushi e sashimi que você vai experimentar na vida, atenciosos mordomos de esqui, que o ajudam a escolher o melhor equipamento, e um spa com massagem de reflexologia tailandesa. Mas o mais especial deste hotel são as atividades de après-ski: uma gloriosa piscina de 115 pés de comprimento, um bar de coqueteis revestido de couro, que fica cheio até nos domingos, uma bem-equipada biblioteca com lareira e até um lounge de charutos. Diárias a partir de US$ 730 o casal.

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Cheval Blanc Randheli, em Randheli, Maldivas: não é de se estranhar que um resort de propriedade do conglomerado de luxo LVMH, que também é dono de marcas como Louis Vuitton, Céline, Dior etc, esteja no topo da lista. As praias de água turquesa e areia branca de Noonu Atoli, no noroeste das ilhas Maldivas, servem de cenário para as 45 vilas de 1 e 2 quartos, algumas com vista para a praia, outras em bangalôs over-the-water. Todas elegantes, em travertino e pau de canela, móveis de couro macio e linho francês e completamente privadas. Além de gigantes: a menor tem cerca de 240m2, algumas com piscina privativa de borda infinita de 12m de comprimento, com espaço suficiente entre o jardim e o banheiro interno e o chuveiro externo para uma massagem relaxante. No que diz respeito à aparência, não fica mais chique do que isso, mas os toques de magia, como tartarugas desenhadas na areia no caminho para a vila, pequenos bilhetes deixados pelo mordomo ao lado de jarras de suco fresco, são o que dão o tom e fazem a diferença num lugar como este. O restaurante sobre a água Deelani é a perfeita combinação de barraca de praia com empório de frutos do mar de alto estilo. Diárias a partir de US$ 1,950 por vila.

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Rosewood, em Londres, Inglaterra: localizado em um edifício eduardiano próximo a Covent Garden, tem vários acres de mármore com padronizações belíssimas, e o espaço é trazido à vida pelo designer Tony Chi, com seus toques lúdicos e objetos de decoração divertidos, como gaiolas gigantes com toque de canto de pássaros, que faz com que você se sinta um pouco como se estivesse hospedado na mansão da sua rica e excêntrica tia que você gostaria de ter. Os 306 quartos tem o mesmo senso de grandiosidade, com cobertas de pele falsa nas camas, copos lapidados para bebericar o whisky gratuito nas suítes. O mais divertido é chegar e sair do hotel, com passagem pelas lindas passagens que antes recebiam carruagens, em lembrança à suas origens. Diárias a partir de US$ 500 o casal.

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E então? Escolheu o seu hotel over-the-top? A lista é de babar, não é? Mas calma que a lista dos melhores não inclui só os caros e exagerados. Em breve, publicaremos a lista dos melhores hoteis “pechincha”.

Reserve um destes hoteis de sonho ou qualquer outro na Intercultural.

Todas as fotos foram retiradas do site Condé Nast Traveler ou dos sites dos hoteis indicados nos links.

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Um final de semana prolongado em BsAs – Parte II

postado por Marina Jendiroba

Já contei AQUI (sexta e sábado) do nosso fim de semana prolongado em Buenos Aires.

Fiquei tão animada em contar do show do Rod Stewart que acabei por ali mesmo e esqueci completamente que, depois do show, ainda fomos jantar, e caímos por acaso em um restaurante maravilhoso chamado Bernata. O restaurante ficava na esquina do nosso hotel Palermitano, na Uriarte 1610, mas nunca reparamos nele, até que estávamos voltando do show, tínhamos pedido para o taxista nos deixar num bar que achamos legal, ele nos deixou um pouco longe, chegando na frente o bar estava fechado e decidimos então ir em direção ao hotel, porque meu pé estava em frangalhos. No caminho, demos de cara com o Bernata, tava com uma cara quase de fechando, perguntamos se ainda estava aberto e estava. Nossa surpresa foi que, ao olhar o menu, vimos as indicações de um prato com uma estrela Michelin. Como vocês podem imaginar, um restaurante estrelado no guia Michelin não é muito barato. Mas estamos em Buenos Aires. Para os padrões argentinos, diria que é caro. Mas para os padrões brasileiros, de caro não tem nada, e essa é a beleza de Buenos Aires. A maioria dos pratos são tapas, para se pedir vários e beliscar, e é por isso que encarece, porque dá vontade de pedir tudo. Mas alguns dos pedidos podem ser feitos também em pratos, com porções maiores. O pratos com estrela Michelin é um dos exemplos. Como estávamos só no belisquete, resolvemos apostar nas tapas. Além da carta de vinhos, há um menu só de Gim-Tônicas. Fiquei fã.

Para terem uma ideia, o Tataki de Vaca con Aceite de Brasas, um dos estrelados, custava 75 pesos na versão tapa, e 145 pesos na versão prato completo, o que na nossa matemática simplificada de dividir tudo por 10 para ter o valor em dólares, dava menos de 7 ou 14 dólares, respetivamente. Perdoem a foto, porque o restaurante é super escurinho e não quis “acordar” todo mundo com um flash a cada tapa, então eis aqui o prato estrelado (versão tapa):

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Nós no Bernata

Foi um dos melhores da viagem. Além disso, pedimos Croquetas de Jamón Serrano, Brochetas de Vieiras e Arroz Negro com Calamares. Uma prova de que, às vezes (eu diria muitas vezes), mais vale se perder numa viagem e dar de cara com uma surpresa boa do que seguir um roteiro muito engessado, sem espaço pra improvisar. A gente sempre corre o risco de a surpresa não ser tão boa, mas como saber sem arriscar, certo? Descobrimos um restaurante maravilhoso e já quero voltar!

No domingo, acordamos um pouco mais tarde e fomos pro centro de Buenos Aires, para chegar até a Feira de San Telmo. Como já disse no último post, cedo e tarde são conceitos mais alargados lá em Buenos Aires. Como vocês podem ver das fotos do metrô e de uma das principais ruas do centro de Buenos Aires, para os padrões de lá, ainda era cedo. Pegamos o subte na Plaza Italia e descemos na Catedral.

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bsas4Atravessamos a Plaza de Mayo e começamos a caminhada pela Feira de San Telmo, que é uma feira de antiguidades, arte e artesanato que acontece aos domingos, na rua Defensa, desde a Plaza de Mayo até a Plaza Dorrego. Neste caminho, as ruas ficam lotadas de barraquinhas e banquinhas no meio da rua e nas calçadas, com os turistas caminhando pelo meio. Mais próximo à Plaza Dorrego vão se concentrando as lojas de antiguidades mais especializadas. Caminhamos desde o início e foi uma caminhada relativamente longa, por causa do calor. A rua fica super cheia, então tem que ter paciência para percorrê-la.

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Compramos nossa garrafa antiga (sempre trazemos uma coisa pra nossa casa da viagem) e estávamos com sede! Foi então que lembramos de ter passado no caminho por um bar e visto a placa dizendo que era patrimônio cultural da cidade. Então, pensamos, temos que conhecer, né?

O nome do bar é Seddon, fica na Calle de la Defensa, 695, esquina com a Calle Chile, é super antigo, como vocês podem ver das fotos abaixos, mas mais importante de tudo, serve a cerveja mais gelada que já tomei em Buenos Aires!

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Aí, voltando em direção ao metrô e, também na Defensa, escutamos um tango tocando. Olhamos e era um quintal, com uma faixa de Choripan Asado (alô, praia Brava!), aquela fumaceira de linguiça na brasa, eis que entramos e damos de cara com um casal dançando tango! Assim, no meio da fumaça do choripan! Para quem não mora em Florianópolis e não está acostumado com os turistas argentinos, o Choripan nada mais é do que chorizo e pan, ou seja, pão com linguiça.

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Nós não quisemos ir num show de tango, daqueles turísticos, porque, como já tínhamos o show do Rod Stewart no sábado, achamos que faltaria tempo para ir nos bares e restaurantes que queríamos ir, e, mais especificamente, porque meu marido achou que seria um pouco “turístico” demais, pra não dizer cafona. Como eu já tinha ido (adoro um programa turístico), não insisti. E eis que somos presenteados com esse casal, no meio de todo aquele choripan, sem pirotecnias, bem “roots”, mas cheio de emoção, dançando “Por Una Cabeza”, o clássico dos clássicos no tango, de Carlos Gardel, que ficou mais popular depois que Al Pacino fez seu personagem cego rodopiar com uma desconhecida em Perfume de Mulher. Não poderia ficar mais argentino do que isso.

Veja o vídeo e se emocione:

De lá, continuamos nossa caminhada e, depois de tanta cerveja, não tinha jeito de eu chegar no hotel sem antes fazer um stop básico para vocês sabem exatamente o quê. Eis que dou de cara com essa portinha, de fora já pareceu simpática e, lá dentro, um hambúrguer que me pareceu sensacional. Sim, dei uma olhadinha no caminho. Pareceu delicioso! E só não paramos para comer porque nosso jantar do dia seria gourmet. Mas na próxima eu volto.

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 E aqui abaixo estão as fotos do La Panadería de Pablo, na Defensa, 269, em San Telmo, que seria o nosso plano original de tomar um brunch, mas que sabiamente trocamos pelo Seddon Bar. Não que a Panadería fosse ruim, não chegamos a experimentar, só entrei pra dar uma olhadinha e pareceu super legal, mas tem horas que dá sede, né?

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Voltamos de metrô para Palermo Soho, depois demos mais uma caminhada pelo bairro:

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bsas21E paramos no La Salamandra, que é considerado o melhor dulce de leche de Buenos Aires. Compramos alguns pra levar pra casa… A melhor pedida é o Postre La Salamandra Mozzarella Fresca Fior di Latte y Dulce de Leche, um abuso calórico de mussarela fresca e doce de leite. Sensacional!

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De volta ao hotel, esperamos baixar um pouco a comilança e… fomos jantar…

Nosso escolhido foi o restaurante de Hernán Gipponi, localizado no Fierro Hotel, na Soler, 5862, em Palermo. Ele é o número 49 da lista de 50 melhores restaurantes da América Latina em 2013, veja aqui. Escolhemos o menu degustação, harmonizado com vinhos. Foram 7 pratos e 7 vinhos (3 brancos, 3 tintos e 1 de sobremesa). O menu custa 300 pesos e a harmonização 190, totalizando 490 por pessoa. Para o casal, dá menos de US$ 100, sem considerar a gorjeta.

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Aqui os pratos do menu. Perdoem a primeira foto. Poderia dizer que estava demonstrando a textura aerada da entrada, mas o fato é que esqueci e comi antes de fotografar!

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Esta última somos nós e o chef Hernán Gipponi. Nós, no caso, com os dentes roxos de vinho. Adoramos tudo. Eu confesso que o único que não curti muito foi a língua de vaca. Não sou fresca pra comida, adoro até uma dobradinha bem-feita, mas não gosto de ver ou pensar que estou comendo bucho de vaca. Mesma coisa acontece com a língua. Tava muito com cara de língua. Mas os lagostins, o peixe, o arroz com mini-lula e o cordeiro estavam fenomenais. A sobremesa idem. Então, valeu muito à pena! E assim acabou nosso domingo.

Na segunda-feira, fomos até a Livraria El Ateneo. Já disse antes que o que mais tem em Buenos Aires é café, bar, restaurante e livraria! Da rede El Ateneo tem várias, mas a mais linda é a da Santa Fe, 1860, no Edifício Grand Splendid, que é um teatro antigo transformado em livraria. É considerada uma das livrarias mais lindas do mundo!

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Depois, fomos dar uma volta nas Galerías Pacífico, um shopping na Calle Florida.

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De lá, partimos para nosso último programa em Buenos Aires, o histórico Café Tortoni, na Avenida de Mayo, 825, em atividade desde 1858. O café foi frequentado por grandes nomes da cultura argentina, Jorge Luis Borges, Carlos Gardel e Alfonsina Storni. Mas só vá até lá se for pelo valor histórico ou pela beleza do lugar, que realmente é encantadora. A comida, em si, não vale à pena. Pedi um sanduíche muito sem graça. Fiquei arrependida de não ter ido na Hamburguesería da foto lá de cima. Pra compensar, de sobremesa, um único e melancólico churros.

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E, de lá, para o hotel, que gentilmente nos deixou fazer um late check-out sem nem pedirmos, então pudemos entrar novamente no quarto, fechar as malas e ir para o aeroporto. Dessa vez de táxi, mais barato, mas sem ar condicionado. Chegamos cedo, no check-in não tinha ninguém. O balcão da Gol é um pouco escondido, mas o pessoal foi muito atencioso, e fomos para o portão de embarque. Passamos pela segurança e depois pela imigração. Sim, há uma também na saída, então chegue cedo mesmo no aeroporto, porque a fila é lenta. E assim encerramos esse fim de semana prolongado na capital porteña, certos de que teremos  voltar logo…

#Viagens:

Um fim de semana prolongado em Bs.As

postado por Marina Jendiroba

Fazia tempo que eu não ia a Buenos Aires.

Mesmo com o peso muito desvalorizado em relação ao real e ao dólar, mesmo com a distância pequena de onde moro, Florianópolis, e mesmo tendo tantas oportunidades de ir, com promoções, de preço e de milhas, sempre acabava adiando a viagem e escolhendo outros destinos. Até que meu marido, que não conhecia ainda a cidade, propôs passarmos o Carnaval lá. Pensamos que seria mais barato que passar no Rio, de onde ele é, e também mais do que passar aqui em Florianópolis, onde moramos. Tínhamos passado os últimos dois carnavais no Rio, que, aliás, eu amo, e então nos pareceu uma boa opção. Não carnavalesca, é verdade. Mas uma boa oportunidade para descansar, passear, comer bem etc.

E então decidimos ir. Para um mês atrás mudarmos de idéia. Por quê? Porque descobri que haveria um show do Rod Stewart em Buenos Aires. Nunca fui uma fã apaixonada de Rod Stewart, nem sou do tempo dele (ok, quase, por pouco), mas sempre ouvia as músicas e gostava. Não lembro se comprei ou ganhei um DVD dele, e foi aí que me apaixonei! Ajudou o fato de eu estar apaixonada. Neste caso, sim, pelo meu então namorado, hoje marido. E de tanto assistirmos esse DVD juntos, escolhemos a música “You’re in my heart” para a minha entrada na nossa cerimônia de casamento. Rod Stewart é um romântico. Desde então, sempre pensamos em ir a um show dele, até que vi no site que ele faria um show em Buenos Aires no dia 22 de fevereiro. Aí, resultado: “amor, não vamos mais pra Buenos Aires no Carnaval. Vamos no dia 21”.

Mudamos a passagem (ódio das multas para alteração das companhias aéreas, mas fazer o quê?), o hotel estava mais barato, porque ainda é período de férias na Argentina e não estaria cheio de brasileiros porque não seria ainda o Carnaval, e lá fomos nós, felizes e animados, para Buenos Aires! Nosso voo foi o Gol 7690 na ida, que parte de Florianópolis às 14:33 e chega em Buenos Aires (aeroporto de Ezeiza) às 16:50, e o de volta foi o Gol 7691, que parte de Buenos Aires (aeroporto de Ezeiza) às 18:00 e chega em Florianópolis às 19:57. O voo foi super tranquilo, sem escalas, durou uma hora e cinquenta na ida, uma hora e meia na volta. Não tem nada de luxo, padrão Gol, servem um sanduíche de queijo e presunto, água, refrigerante e suco de laranja. O avião é um Boeing 738 e me pareceu semelhante ao da maioria das rotas domésticas da Gol, 3 assentos de cada lado. Não entendo muito de avião (coisa de menino, né?).

Pousamos em Ezeiza e pegamos um remise, que é um carro particular com motorista, da empresa Tienda de León. Tem vários semelhantes no aeroporto. Não é a opção mais barata. A mais em conta é ônibus, que vai até o centro, mas aí teríamos que pegar outro táxi até o nosso hotel e achamos melhor não perder muito tempo e optamos pelo remise. Tem também os táxis comuns do aeroporto, mas como havíamos tido a recomendação de não usá-los, acabamos optando pelo remise. Mas não acho a melhor opção. Foi a mais cômoda, sem dúvida, te deixa na porta do hotel, os carros são mais novos, com ar condicionado, o preço é fixo, mas é uma opção mais cara. O traslado de Ezeiza (que é afastado de Buenos Aires) até Palermo Soho, onde estava nosso hotel, custou 375 pesos. Para comparar, na volta, pegamos um táxi comum (sem ar) e pagamos 240 pesos mais 5 pesos de pedágio.

Além do valor mais elevado do remise, estávamos sem pesos, só com dólares, e aí o câmbio usado na conversão é o oficial, o que deu US$ 49. Taxa de câmbio de 7.65. No centro, trocamos o dólar na taxa de 11.50, para notas de 50 ou 100, e 11.20 para notas menores. A dica é ir na Galeria Boston, que fica na Calle Florida, 142, loja 36. Descendo a escada da galeria, é só virar à direita e você vai ver a fila de brasileiros trocando dólares ou reais. Aqui um parêntesis. Em Buenos Aires, há o câmbio oficial e o paralelo. A diferença é esta que falei acima. Vale à pena você trocar dólares, que são mais valorizados que o real no câmbio paralelo. Um ponto de troca bem frequente é a Calle Florida e há diversas casas de câmbio, sem falar no povo na rua oferecendo “câmbio, câmbio”. Mas já ouvi relatos de gente recebendo notas falsas, então cuide e vá numa casa de confiança. A da Galeria Boston foi tranquila, não tivemos problemas.

Sobre nosso hotel, escolhemos o bairro Palermo Soho. Como nossa viagem tinha menos intenções de “turistar” e mais de sair pra jantar, barzinho, passear etc., o Palermo Soho é uma excelente opção. É um bairro mais boêmio, mais novo, de prédios baixos, um café/bar/restaurante em cada esquina, lojinhas descoladas e muitos hotéis boutique. O nosso também era um desses, o Palermitano Hotel (www.palermitano.biz), que escolhi na Intercultural.  Localizado na rua Uriarte, 1648, é um hotel pequeno, com 8 quartos do tipo standard, 6 do tipo superior e 2 suites. A diferença do superior para o standard é o tamanho do quarto e do banheiro, que é maior no superior e abriga duas pias e uma banheira, enquanto o standard tem só chuveiro e uma pia. A estrutura do quarto é a mesma, com cama de casal Queen, armário, cofre, TV de tela plana de 32 polegadas, dock para iPod, mini-bar, wi-fi grátis. A suíte tem quase as mesmas coisas que o superior, tamanho ainda maior e um sofá e varanda. O hotel tem piscina no terraço, o café da manhã (com pães, as medialunas argentinas, croissants, frutas, doces, queijos, presuntos, iogurtes, cereais, máquina de espresso, ovos a escolher e feitos na hora) está incluído na diária. Tem, ainda, um bar e restaurante peruano, o Sipan. Pagamos US$ 79 dólares a diária, preço que achei excelente pelo que o hotel oferece. É super bem localizado, a duas quadras da Plaza Serrano, onde aos sábados e domingos acontece a feirinha na rua, e onde se concentram bares, cafés, lojas e restaurantes.

 

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Fizemos muita coisa à pé pelo bairro Palermo Soho, o táxi é barato e o metrô (chamado de Subte), apesar de antigo, é super prático. Como a maior parte do tempo que passamos lá era no fim de semana, o metrô fica bem vazio. Na segunda, já encheu mais. Do nosso hotel, a estação mais próxima ficava a cerca de 10 quadras. Era uma caminhadinha, mas por ruas super arborizadas, cheias de lojinhas fofas. A estação mais próxima era a Plaza Italia. O valor da viagem é 3,50 pesos.

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Quanto ao táxi, sei de muita gente que já teve problemas, com motoristas dando voltas, até ameaçando deixar passageiros no meio do caminho, pegando dinheiro a mais na hora do troco etc. Não tivemos esses problemas. Sempre tínhamos dinheiro trocado e sabíamos exatamente onde queríamos ir, então ficava mais difícil isso acontecer. Cuide ao dar notas grandes e tenha sempre o endereço exato de onde quer descer. Ajuda também se você acompanhar pelo GPS do celular, para saber onde está indo. Mas o táxi lá é bem barato. Não fizemos viagem que custasse mais de 60 pesos (tirando a volta ao aeroporto). Nossa conta, para facilitar a conversão, era sempre dividir tudo por 10, então seria cerca de US$ 6 dólares. É um pouco menos, na verdade, mas para termos uma noção dos valores, achamos mais fácil fazer assim. A maioria dos táxis que pegamos era de 30, 40 pesos, ou seja, 3 ou 4 dólares na nossa “matemática simplificada”.

La Parolaccia

De lá, fomos a um dos lugares mais legais da viagem, que foi o Gran Bar Danzón (http://www.granbardanzon.com.ar/). É uma portinha que quase passa desapercebida, com uma placa pequena, na Libertad 1161, na Recoleta. O ambiente é bonito, moderno, cheio de pessoas descoladas, música lounge animadinha, tem restaurante e bar e uma carta de vinhos enorme. Adoro quando os bares apresentam diversas opções de vinho em taça e esse é um deles (veja foto abaixo. Tinha duas dessas adegas só com vinhos para servir em taça). O bar estava movimentado e o serviço foi excelente. Um dos melhores drinks que já tomei foi esse da segunda foto, o Torino Julep. Maravilhoso!

Gran Bar Danzón

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No sábado, nossa programação do dia era passear pelo bairro onde estávamos, Palermo Soho. Começamos pela Plaza Armenia e fomos caminhando pelas ruas das redondezas, até chegar na Plaza Serrano. Ambas estão lotadas de bares, restaurantes e cafés em volta, lojinhas lindas, e pelas ruas e nas duas praças são montadas feirinhas de arte, artesanato, coisinhas locais. Fica agitado, com muita gente andando pelas ruas. Mas o movimento começa só à tarde. Em Buenos Aires, a sensação é de que nada começa antes do meio dia. Antes disso, as ruas são vazias.

Aqui, partindo da Plaza Armenia:

Plaza Armenia

Fizemos algumas paradas “estratégicas”. A primeira foi no Nucha, um café com diversas opções de café da manhã, doces, sobremesas e outras coisinhas de encher os olhos. O lugar é lindo, uma casa de doces super bem decorada, com muitas mesas e um terraço atrás. O serviço, porém, foi meio lento.

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Continuamos a caminhada, entramos em algumas lojinhas e aqui você tem uma idéia do bairro:

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Dica gorda: essa sorveteria consegue ser ainda melhor que a Freddo: é a Persicco. Experimentei o “dulce de leche casero” e é espetacular:

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Até que chegamos ao La Cabrera (http://www.parrillalacabrera.com.ar/), que fica na José Antonio Cabrera, 5099, também em Palermo Soho, para comer a famosa parrilla argentina. Tem dois restaurantes, na mesma rua, basta atravessar uma rua transversal. Ao chegar, sem reserva, fomos informados de que esperaríamos 30 minutos, mas não esperamos nem 10 e já nos direcionaram ao restaurante ao lado, um pouco menor que o original. Você pode ver os dois abaixo. O da esquina é o principal e, atravessando a rua, você tem o segundo, onde fomos, que achei mais aconchegante que o primeiro.

La Cabrera

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Escolhemos um bife de chorizo que estava derretendo na boca. Super macio. E todos esses acompanhamentos, exceto a batata frita, vem com o prato. Eles trazem uma bandeja com diversos e você escolhe. Escolhemos antes de ver o tamanho do bife. Olho grande. Mas a foto ficou linda, não ficou?

Depois de ir rolando até o hotel, só nos restou uma siesta, pra descansar para o show.

Fizemos um esquenta no bar Sheldon, a duas quadras do nosso hotel, atravessando a Plaza Serrano.

É um bar cheio de gente moderna e de móveis antigos (não estilo antigo, antigos mesmo), e ao fundo, tem uma loja de discos, com uma coletânea impressionante de tango, jazz, blues e etc. Vinis, CDs, DVDs… Vejam que no início o bar estava vazio, porque chegamos super cedo, e estamos na Argentina, onde o povo sai tarde. Mas tínhamos o show pra ir, e tínhamos que estar lá às 20:30, então o bar foi enchendo, foi escurecendo e ficando mais animado. Teve DJ depois.

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Dali, fomos direto pro show, que aconteceu no estádio do clube Geba, ao lado do hipódromo de Buenos Aires.

Aí, não preciso dizer que foi tudo de bom! As cadeiras eram apertadinhas, não serviam nada além de água, Coca e cachorro-quente, mas a hora que Rod Stewart entrou, foi só alegria!

Cantou todos os hits, algumas músicas novas e, SIM, cantou a nossa música!

Veja o vídeo:

 

Mas o fim de semana não acabou. Foram só dois dias por enquanto. Na semana que vem, contarei como foram o domingo e a segunda. Até lá!